De passagem por New Orleans, um viajante foi tomar uns drinks em um restaurante que lhe pareceu animado. Da calçada pode ouvir um som quente e endiabrado que vinha de dentro da casa. Entrou, acomodou-se em uma mesa com vista para o palco e pediu uma bebida.

Assistiu vários músicos a revesarem-se nos instrumentos em uma improvisação alucinada onde cada convidado, dava sua interpretação pessoal a cada passagem da música.

Como a noite permanecesse quente, foi ao hotel tomar um banho e trocar de roupa.

Ao retornar, percebeu que o grupo executava ainda a mesma canção e que o nível de empolgação do público e dos músicos que rodavam pelo palco mantinha o mesmo clímax de 40 minutos antes.

Um mesmo blues e infinitas possibilidades.