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Dinastia blueseira

Lurrie Bell é filho do lendário gaitista, Carey Bell. Ao contrário do pai, escolheu a guitarra para expressar as suas interpretações da música das blue notes.

Lurrie um guitarrista à moda antiga; não usa efeitos, optando por timbres e linhas mais tradicionais.

Poderíamos dizer, tomando emprestada a frase de Chuck Berry e o perdão do quase inevitável trocadilho, que “he play a guitar just like ringing a bell”.

Nos links abaixo, uma performance de Lurrie interpretando “Shake, Rattle and Roll” e uma maravilhosa cena caseira onde pai e filho executam “When I get drunk”

Nada Enferrujados

O casal Wright forma o núcleo central da Rusty Wright Band.

Os duetos formados por Rusty e Laurie são bem entrosados e explorados com bom gosto nas canções.

Rusty é um guitarrista com um bom repertório, segundo o próprio, influenciado pelo blues texano de SRV e Freddy King.

A seguir duas belas performances da banda, cada uma com um deles nos vocais.

House of Blues

Uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa.

Gostar ou não do ator. Gostar ou não da série, não tem importância nenhuma.

Seja livre de pré-conceitos e ouça o músico Hugh Laurie.

Mesmo sem simpatizar com o ator ou com o personagem da série (o que convenhamos não é difícil), não há como negar que ele faz um trabalho de muito bom gosto e apuro musical quando se trata de tocar o blues.

Surpreendente, agradável e autêntico.

Lisa

Lisa Kekaula é filha de mãe africana e pai havaiano. Há tempos percorre uma trajetória no caminho do rock, do soul e, porque não, do blues.
Lisa tem grande domínio de palco e a postura de uma autêntica blueswoman.
Depois de décadas na estrada, Kekaula e seu marido Robert Vennum, criaram em 2014 o projeto “Lisa and the Lips”.
No video abaixo, uma performance recente da banda.

Vintage

Tem gente nova fazendo música velha (ainda bem). A dica recomendada por ll’McGui é o som da Vintage Trouble.
Os caras já abriram pros Stones e The Who e estão na estrada com um som de raiz. Vale conferir no link abaixo.

http://vintagetrouble.com/bio.html

Pimentinha

A interpretação do pequeno Sugarchile é tão convincente para a canção de Louis Jordan, que até parece que ele realmente sofreu de amor por uma mulher chamada Caldonia. Tem nêgo que passa a vida inteira tentando pegar o blues e outros já nascem com ele.

A dica desse vídeo é uma contribuição do bluesman e guitarrista Leandro

As mulheres e o blues

Como em vários segmentos da sociedade, também no blues as mulheres vêm buscando seu espaço. Como geralmente acontece, fazem isso com autoridade e talento.

Além de cantoras poderosas, algumas destas blueswomen já aparecem à frente de suas bandas empunhando uma guitarra e dominando, também, a parte rítmica das canções.

Se no timbre da voz, elas são facilmente reconhecidas, não é possível fazer distinção de gênero quando se ouve as passagens vigorosas e virtuosas executadas por elas. 

Eternas musas inspiradoras dos mais belos clássicos, as mulheres tiveram papel importante na formação deste gênero musical. Mesmo lá nas raízes do blues, quando sofriam duplo preconceito – racial e de sexo – e não podiam dedicar-se à música, seguraram muita barra de seus maridos irresponsáveis e filhos vagabundos, enquanto eles saíam para se embebedar e tocar o blues nas noites do Mississipi.

Hoje, felizmente os tempos são outros e as mulheres tornaram-se protagonistas ocupando a linha de frente e deixando muito barbado pra trás.

À seguir, alguns exemplos não tão conhecidos da atual cena feminina do blues. Mulheres com pegada, com personalidade e, apesar disso – ou por isso, mesmo – femininas e atraentes. Começando por Deborah Coleman e a sugestiva “I’m a Woman”.

Deborah Coleman – http://www.youtube.com/watch?v=nvb9TMFuV2U&hd=1

Ana Popovic – http://www.youtube.com/watch?v=VwIRpjNuP9I&list=PLEE846A67971854DE&hd=1

Joanne Shaw Taylor – http://www.youtube.com/watch?v=mpNI_jc_-HA

Samantha Fish – http://www.youtube.com/watch?v=Qx7FDGpZQsQ

Grace Potter – http://www.youtube.com/watch?v=jt5rKGsMKyM&hd=1

Susan Tedeschi – http://www.youtube.com/watch?v=vn3gBUkZYm8&hd=1

Cee Cee James – http://www.youtube.com/watch?v=p89HhGr3-BI&hd=1

Shemekia Copeland

Filha de peixe… O sobrenome não é coincidência. Shemekia é filha de Johnny Copeland, o bluesman estiloso que misturava elementos do blues texano com a soul music.

Seguidora da tradição das grandes divas do blues como Ruth Brown, Etta James and Koko Taylor, desde seu album de estreia “Turn the heat up” aos 19 anos, Shemekia mostra a força de suas influências e de sua estirpe.

O album mais recente “33 1/3”, traz no título a referência de quem busca a contramão da tecnologia e da eletrônica. E isso sempre é bom.

Siegel-Schwall

TheSiegel-Schwall Siegel-Schwall Band é uma banda de branquelos de Chicago formada em 1964 e gravou uma série de albuns entre 66 e 74, a maioria pelo selo Vanguard.

Corky Siegel (harmônica) e Jim Schwall (guitarra) conheceram-se quando eram alunos do curso de música na Universidade de Roosevelt. Siegel era um saxofonista que tinha no blues a sua principal influência enquanto que Schall era apreciador da música country americana. Mas o gênero que prevaleceu nesta fusão foi o blues, embora o country esteja presente nas guitarras executadas por Schwall.

Durante muito tempo eles foram a banda residente em um clube chamado Pepper’s Lounge em Chicago e acompanharam em algumas ocasioões músicos do nipe de  Junior Wells, Buddy Guy, Billy Boy Arnold, Little Walter, Muddy Waters, entre outros,

A banda acabou em 74 após lançar o premonitório R.I.P. Siegel/Schwall. Reuniram-se novamente em 87 e fizeram algumas sessões esporádicas desde então.

No lynk à seguir um grande momento dos caras em 1971, antecipando o que Brian Setzer viria a fazer alguns anos depois com sua Big Band. http://www.youtube.com/watch?v=d8QRr92qDWc

E em uma aparição recente executando “I Think it was wine” http://www.youtube.com/watch?v=_kAwum6NuTI

Marcia Ball

Marcia Ball nMarcia Ballasceu no Texas, mas cresceu e teve sua formação musical na Louisiana. Assim, foi definida como “uma cantora atrevida e uma pianista soberba” e sua música como um lugar “onde o ‘stomp-rock’ do Texas e ‘swamp-blues’ da Louisiana se encontram”. Diferente de Broussard, a veterana Ball pouco afasta-se da vertente que deu origem a sua música, o blues. O piano incendiário conduzido por ela, porém, coloca vigor que não deixa os ouvintes ficarem parados. Nem que seja pelo pé batendo no chão para acompanhar os seus boogies.

Marcia Ball: http://www.youtube.com/watch?v=bHETPRFo4PY + http://www.youtube.com/watch?v=hJ-bYVHbKjQ