Um dia lhe disseram que pra tocar o blues bastava utilizar acordes com sétima e que com apenas três deles seria possível tocar um número infinito de canções.

— E pra compor? — quis saber.

— Basta usar os seus sentimentos (sem receio ou pudor). Escrever algumas linhas e recitá-las sobre a harmonia até moldá-la na forma mais humana e honesta que for capaz.

Naquela noite, embalados por garrafas de whisky, rum ou outra bebida forte, o homem e seu violão entraram em comunhão e antes que um novo dia amanhecesse, eram um só.

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