Mr Fingerman

Urublues

A banda… 

O embrião dos Urublues formou-se no inverno de 95 em Jaraguá do Sul. Mais precisamente no dia 11 de junho, na sacada do apartamento 202 em meio a doses de caipirinha e aos lamentos comuns de se viver em uma cidade pequena. Com Leonardo Fingerman (guitarra) e Eribert (bateria), mas ainda sem baixista, a banda comaçava a sair do ovo. Sempre com o ideal de levar o blues às pessoas que ainda não o conheciam ou reunir em torno da banda aqueles que admiram a arte vinda do Mississippi. Desde o início nossa proposta foi de, através de composições próprias, criar uma identidade regional para o blues e seus derivados. Enquanto procurávamos outros integrantes, começaram a nascer as canções; Aos Reis, que retrata o sentimento e a história do Blues, foi a primeira delas.Com a entrada de Marcelo (baixista) e a compra dos instrumentos, faltava apenas um local pra ensaiar (o que acaba sempre sendo o maior problema de todas as bandas). Depois de muita procura, aterrizamos em um alambique desativado emprestado por um amigo. Ali começamos a engatinhar nas “blue notes”, e alimentar o sonho de um dia sermos dignos do título de “Bluesmen”. Destilando álcool e som, começamos a nos aventurar em festas de amigos, ainda sob a forma de trio.Os últimos ingredientes que faltavam no caldeirão de influências foram acrescentados com as entradas dos últimos dois integrantes: Blênio (Vocal) e André (Sax e Harmônica), que compõem a formação original e acrescentaram atitude e musicalidade à banda. Depois de um primeiro período de ensaios e pequenos shows, começaram a aparecer oportunidades de mostrar o trabalho para um público um pouco maior. Desde a gravação da primeira “demo” e o primeiro show no Curupira Clube e durante os três anos seguintes o trabalho ganhou personalidade de tal forma que começamos a alçar vôos mais altos. No começo de 1998, a banda já havia rodado por toda a região adquirindo uma identidade própria e conquistando um público sincero e fiel que realmente vinha se identificando com a proposta. A conseqüência natural do trabalho foi a gravação do CD “Não perdi o trem…” com doze faixas inéditas que amadureceram na estrada e marcou o encerramento de um ciclo.As 500 cópias da primeira tiragem se esgotaram rapidamente. Após o lançamento do disco, a formação original se dissolveu. 

6 Comentários

6 respostas Até agora ↓

  • Marcelo Silva // Fevereiro 8, 2008 às 10:16 am | Responder

    E aí Mr. Fingerman. Andei pesquisando o velho nome da banda e achei este endereço. saudades dos velhos tempos inesquecíveis de Urublues. Uma banda autêntica, na essência dos integrantes, que já nasceram Bluesman sim!!!
    Obrigado por ter dividido comigo também estes momentos.
    Parabéns pela sua evolução, também em outras áreas.
    Abraços.

  • lmcolucci // Fevereiro 11, 2008 às 5:50 pm | Responder

    Fala, Marceleza!
    Foi uma bela aventura de 5 jovens que queriam apenas tocar o blues.
    A fidelidade e o respeito com que os Urublues se dedicaram àquilo com certeza honrou e orgulhou os mestres.
    A técnica, àquela época ainda insipiente, não nos inibiu de pegar a estrada.
    Com certeza foram grandes noites.
    Um saudoso abraço,
    Leo

  • Leandro // Abril 8, 2008 às 11:54 am | Responder

    Se eu tivesse que definir o rock n’ roll, eu definiria com a palavra ESPONTANEIDADE!
    Talvez com essa mesma palavra, definiria o URUBLUES!
    Tenho esta liberdade pois eu talvez seja um dos maiores fãs desta banda, depois dos próprios integrantes, é claro!!

  • lmcolucci // Abril 9, 2008 às 12:28 am | Responder

    Valeu Leandro.
    Vindo de quem vem é um puta elogio.
    O cara que andou pela terra do Rory Gallagher e que conhece o Keith Richards pessoalmente é uma opínião de respeito.
    Um abraço!

  • Lucas // Abril 27, 2008 às 2:10 pm | Responder

    É engraçado como as histórias podem ser interessantes. Há mais ou menos uma década atrás, eu e mais três amigos compomos nossas histórias mais marcantes da juventude numa praia do litoral gaúcho. Éramos nós, um violão, um cd player quase estragado e um disco: “Não perdi o trem…”. Até hoje quando escuto as notas da primeira música do álbum, eu lembro de tudo como se fosse hoje. E vivo, tudo de novo, como se fosse a primeira vez.

  • Lucas // Abril 27, 2008 às 2:18 pm | Responder

    Ahhhhh, e como eu pude esquecer: MELHOR QUE UM BLUES, SÓ UM URUBLUES!!!!

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